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  • Saturday, April 17, 2004
    Arthur Polaris


    Posted at 05:44 pm by Renato Azevedo


    Marcas

    aracterísticas:.

    Arthur Polaris, aquariano, 12 anos, 43kg, 1,61m, nasceu em uma cidade de Lumina: Tiberus.

     

    arcas de sua obra:.

    Arthur é dotado de uma sensibilidade e percepção da vida em torno das variantes do amor. Acredita na condução da vida pela emoção e guia o curso das águas com uma paciência  sapiencial. Como uma erosão lenta e constante. O amor passo a passo, dia a dia, nas pequenas coisas, nos singelos gestos. O comprometimento com a lealdade, o dedicado, o platônico. A filosofia água de suas poesias é a calma e justamente o envolvimento citado. O desviar de pedras no rio, o fluir em um rumo apenas, o enfrentar de cachoeiras, turbulências, o conviver com a maré contrária, o objetivo de desaguar, de preencher essência, o conquistar pelo envolvimento.

    alavras do autor:.

    Em absoluto o personagem que mais encaminhei ao mundo da poesia. A sinergia que tenho em retratar o sentimentalismo que classifico como neo-platônico-parnasiano é algo tênue. Neo, pela quebra de certos formalismos e métricas, platônico pelo modo de centralizar e elevar o sentido, parnasiano pois retoma um pouco o clássico e toda uma sofisticação no charme de conquistar, admirar e se expressar. 

    A água e o amor... tão necessários e ao mesmo tempo tão abundantes, contudo se pararmos para pensar nós muitas vezes nos esquecemos da relevância, da essencialidade e de como estamos cercados e preenchidos por eles.



    Posted at 05:45 pm by Renato Azevedo


    Sunday, April 18, 2004
    Platonismo Viciado

     
     
    Platonismo Viciado
     
    Já tinham me aconselhado,
    em desencantar, ter deixado.
    Por isso posso ser taxado
    velho, chato, quadrado...
    por ainda ter acreditado
    e continuar apaixonado.
     
    É que mesmo de lado...
    sem direito ter ajudado...
    tenho, tão só esperado,
    uma mudança de estado,
    d' opinião q' tinhas formado,
    no período passado.
     
    Diga, que poema chapado!
    Não tens outra rima usado?
    E te responderei sussurrado,
    neste rimado exagerado,
    surrado, viciado, aliterado...
    Ah! Insistência em ter te amado!
     
    (Arthur Polaris - 05/2002)
        

    Posted at 05:32 pm by Renato Azevedo


    Dualidades



                   Maria Suzana Loureiro Santos - @ Dualidade  
    Dualidades
     
    Ao mesmo tempo,
    que me sinto feliz,
    me faço tão triste.
     (Por tua partida)
     
    Maldita dualidade,
    que faz da alegria
    uma egoísta crueldade!
     (Um motivo de pranto)
     
    Não sei se choro
    ao ver teu manto
    de orgulho e glória;
     (Ou se junto comemoro)
     
    Cansei de máscaras,
    aonde nada posso conter.
    Ao final desatina a doer...
     (Com tua despedida)
     
     (Arthur Polaris - 10/2002)

    Posted at 05:44 pm by Renato Azevedo


    Saturday, April 24, 2004
    Vontade de te ver


     
    Ao meu sentimento de fidelidade
    e à uma vontade que um dia existiu.


    Vontade de te ver
     
    Ao adentrares outras cidades,
    a distância separa dois olhares,
    mas não separará duas vontades...
     
    Enquanto a sua vontade existir,
    a minha será certa nestes ares,
    fiel estarei ao nosso sentir...
     
    A saudade é sempre imensa,
    a todo instante agente pensa
    na vontade de reencontrar.
     
    Mas a distância nunca será forte,
    a menos que transcenda a morte
    ou o fim de tantas vontades.
     
    Enquanto existir vontade,
    Haverá mais saudades,
    Haverá mais distância,
    Haverá mais reencontrar!
     
    (Arthur Polaris - 01/2003)


    Em algum lugar da memória


    Posted at 06:45 pm by Renato Azevedo


    Noites Nostálgicas - (A noite cai em Portugal)

       
    A amada Sandrine Beselga



    Noites Nostálgicas
     
    Um convento.
    Aves na janela,
    arrulhadas no relento.
     
    Uma noite de vento.
    A saudade que atrela,
    o soar d'momento.
     
    Um sofrimento.
    A falta dela,
    q' marca pensamento.
     
    Uma dança, um lento.
    A cada carta q' sela,
    a espera que tento.
     
    (Arthur Polaris - 06/2003)

    Posted at 07:46 pm by Renato Azevedo


    Sunday, April 25, 2004
    Floreais de Florada

     
    Ensaiando Samantha Parker

    Floreais de florada
     
    Nos alegra admirar
    este natural encanto.
    Sorriso faz seu rizanto,
    do florescer ao passear.
     
    No encontro agradável,
    de rápida despedida.
    Escapando a viável
    conversa pela partida.
     
    Simpatia faz comparte,
    floração de uma vida,
    estação de uma arte.
     
    Falta esse meigo jeito,
    que floreceu nossa ida,
    que sauda em nosso peito.

    (Arthur Polaris - 09-10/2003)
     

    Posted at 10:26 am by Renato Azevedo


    Rouge Heart

       Rouge Heart

    Em uma sala arejada,
    um piano de marfim.
    Sonata acompanhada,
    da harpa d'um querubim..
    relembra a amada,
    que voôu longe de mim.

    Se um dia retornas..
    florescerá meu jardim..
    não sei quais as normas..
    não sei se é o fim.
    Saudades das tuas formas,
    um dia voltás pra mim!

    Não sei quais as normas..
    não sei se é o fim,
    o princípio e as reformas,
    minha rosa carmim.


    (Arthur Polaris - 04/2002)

    Posted at 10:37 am by Renato Azevedo


    Saturday, May 15, 2004
    Parnasiando Laura

    A amiga Laura Moura, 


    Parnasiando Laura

     

    És a sétima reencarnação de Vênus,

    o sete da perfeição deste reencarnar.

    O Astro em Terra que ilumina lares

    com luzes frêmitas, brandas e singulares.

     

    Fermoso é o canto da sua voz terna

    deste sibilo doce das cordas vocális,

    que embriaga os marinheiros modernos

    e abre templos em homenagem à flauta.

     

    As angélicas damas que te seguem passos

    desde o dia do triunfo sobre Hera,

    que Atena sapiente reconhecera

     

    Sapiência que não declama o sopro

    em soneto de versos dodecassílabos

    que o trovador humano leva em Fado.

     

    (Arthur Polaris - 01/2004)

        

    Posted at 08:55 am by Renato Azevedo


    Sunday, May 23, 2004
    Pecado de Saturno

    Pecado de Saturno

    Deslocamento cronológico : datação.
    Erro no espaço-tempo do calendário;
    Mácula divina que descompassa Amor;
    Zunido cósmico, alarme, despertador.

    Empedimento neurológico : perdição.
    O presente ético corre sem digressões;
    Pulsa segundo sufocos e sinapses;
    Pensa minuto particulares emoções.

    Interfere na precisão dos Destinados;
    Compasso individualista atinge
    o epicentro de Eros feito cureta.

    Planeta repleto de aros recortados
    por ponteiros, lanças-foice, dor temporal.
    Dedos amarrados na prisão-ampulheta.

    (Arthur Polaris - 04/2004)


    Posted at 06:19 pm by Renato Azevedo